Hello everyone!
Hoje começo uma pequena rubrica aqui no Blog, que como o título indica, se trata de pequenas reflexões sobre isto de ser uma pessoa adulta, algo que ainda estou a aprender e que não é de todo fácil.
O post de hoje, o primeiro, debruça-se sobre a questão do primeiro emprego. Durante 16 anos da minha vida, como acontece com a maioria dos jovens que seguem o caminho da universidade, a vida era fácil, segura, certa. Depois vem o pior: trabalhamos arduamente, rezamos pelo dia em que vamos receber o Diploma e que nunca mais vamos estudar nem ter frequências nem nada do género, até que chegamos à ultima etapa e o caso muda de figura. Lembro-me de andarmos todos nos últimos meses do curso a rezar para que a Faculdade durasse mais um bocadinho, porque verdade seja dita, é um dos melhores períodos da vida de qualquer pessoa.
Mas voltando à temática central deste post, a minha experiência com o primeiro emprego acabou por ser um bocadinho diferente (embora cada vez mais se torne a norma e não a excepção para recém-licenciados), pois acabei o meu curso a 12 de Julho e a 21 já estava na entrevista para vir trabalhar para Inglaterra.
Confesso que nas semanas que antecederam a mudança o facto de ir trabalhar como Enfermeira "à séria" pela primeira vez era a menor das minhas preocupações, quando comparada com a mudança para Inglaterra e tudo o que acarreta. Mas assim que cá cheguei e me vi instalada, começou o nervoso miudinho.
Os primeiros dias foram assustadores: sentia-me burra porque não sabia as rotinas, não sabia o sítios das coisas, não conhecia as burocracias, os protocolos, as pessoas. Mas uma coisa era certa e foi a essa que me agarrei: confiei na minha educação e no meu treino. A enfermagem, por mais diferente que seja em Inglaterra (e não entro em pormenores ou só saímos daqui em 2015), tem aspectos fundamentais que se traduzem para qualquer país, realidade ou cultura. E foi a esses aspectos e ao meu conhecimento que me agarrei. O resto vem por arrasto. Com o tempo aprende-se tudo. A chave? Ser humilde, mostrar vontade, mostrar-se disponível, tentar, não ter vergonha de errar, fazer todas as perguntas e mais algumas. Aceitar as críticas e conselhos de quem trabalha há mais anos, mas basearmo-nos sempre no nosso conhecimento para sustentar os nossos arguementos. E criar um bom ambiente com as pessoas com quem trabalhamos. Não, não vamos simpatizar com toda a gente. Mas os nossos colegas de trabalho não têm de ser necessariamente nossos amigos, e se conseguirmos ser sempre simpáticos, cordiais e educados, nunca ninguém vai ter nada para nos apontar e o ambiente no trabalho será 10 vezes melhor.
Estou quase a fazer 2 meses que trabalho e não me arrependo de vir para este país. Adoro trabalhar, adoro receber o meu dinheiro e pagar as minhas contas sem dar satisfações a ninguém. Adoro que me digam que parece que trabalho como Enfermeira há anos. Adoro já ter amizades no trabalho que tornam os piores turnos nos mais divertidos. E se há dias em que a última coisa que me apetecese é sair da cama, juro que em nada me arrependo do emprego que escolhi.
Love,
A.